2016: Incertezas econômicas afetam setores produtivos no ES

Cenário de incertezas dificulta antever boas ou más perspectivas para comércio e serviçosO ano de 2015 não foi tão bom para o comércio, e o cenário deve começar nebuloso em 2016, pelo menos durante o primeiro trimestre. Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), as incertezas econômicas dificultam previsões para os segmentos.“Ao analisarmos a conjuntura político-econômica na qual o Brasil se encontra, nos deparamos com uma série de incertezas que passa pela dúvida quanto à continuidade da Chefe do Executivo, pelo norte a ser dado pelo novo Ministro da Fazenda à nossa economia, bem como pela aceitação – ou não – do mercado a estes fatos novos”, revela o presidente da Fecomércio-ES, José Lino Sepulcri.A previsão inicial do IPCA em 4,5% estourou a meta e atingiu a casa dos 10,72% ao final de 2015. Neste ano, a proposta é que o índice atinja 6,87%. Apesar dos números, Sepulcri acredita que o país possa ter alguma melhora no segundo semestre. “O governo zerou sua cota de erros com o fim de 2015. É inadmissível que medidas prejudiciais à economia continuem a vigorar. Confiamos na competência do novo escolhido para comandar a Fazenda e esperamos que sua visão em relação ao país vá além do viés populista de outrora e passe a contemplar o todo, que é o mais importante”, afirma.Exemplo argentinoUm bom exemplo a ser seguido pode estar ao lado, no país vizinho, na Argentina. Com o fim de 12 anos de kirchnerismo, o presidente recém-empossado, Maurício Macri, deu prioridade às questões econômicas e vem sendo elogiado por suas medidas liberais. Entre elas, estabeleceu o fim do controle cambial entre pesos e dólares, zerou os impostos para a exportação de produtos industrializados, desonerou exportação de trigo, milho e carne. O atual governo argentino retirou, ainda, todas as restrições de importações, que dificultavam o comércio com o Brasil.Para Sepulcri, Argentina e Brasil vivem momentos antagônicos. “Está muito claro o que deve ser feito para estimular a economia. Não se estimula ninguém a consumir aumentando os impostos, na medida em que é impossível atrair investimentos e fomentar o empreendedorismo com tantas barreiras fiscais e tributárias. Basta saber que enquanto mais de 40 marcas internacionais demonstram interesse em atuar na Argentina, tantas outras encerram suas atividades no Brasil todos os meses. Alguma medida eficaz precisa ser tomada para que não fiquemos para traz e fora da rota de crescimento”.

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