Confiança dos empresários em Vitória estabiliza em março

Oscilação é reflexo de após sequência crescente, em função das festas de fim de ano e incremento salarial

Os empreendedores de Vitória trabalham para manter o otimismo no setor, como revela a pesquisa de Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES). Em março, o índice registrou recuo de -5%, passando de 73,5 pontos em fevereiro para 73,2 pontos. O leve recuo foi motivado pelas baixas condições atuais do empresário do comércio que segue retraída, com -2,5% (38 pontos), e investimentos reduzidos, com retração de -4,3% (73,4), puxada principalmente pela situação de estoques e contratação de funcionários. O empresariado segue aguardando movimentações políticas que possam auxiliar na retomada do crescimento e da confiança da classe, por conseguinte, segundo o presidente da entidade, José Lino Sepulcri. “Algo deve ser feito para que o mercado seja estimulado ao crescimento. A crise política tem influência direta no atual momento econômico, e precisa ser sanada. Enquanto isso, o empresários busca, na medida do possível, se reinventar para continuar no mercado”, diz.

Porte da empresa

Os proprietários de empresas que contam com até 50 funcionários retrocederam 2,5% quanto às atuais condições do empresário do comércio. As médias e grandes empresas também demonstraram insatisfação com a situação e recuaram 4,2% no quesito, e no sub-índice “condições atuais da economia”, o decréscimo chegou aos 26,9%.As expectativas dos micro e pequenos empresários subiu 2,5%, enquanto a dos médios e grandes cresceu 16,2%. Já em relação aos investimentos, o primeiro grupo retrocedeu 4,5% entre os meses de fevereiro e março; o segundo grupo seguiu o caminho inverso e aumentou o seu índice em 4,6%.

Grupo de atividade

Dos três grupos atingidos pela pesquisa, apenas os empresários do segmento de semiduráveis aumentou a perspectiva quanto às atuais condições do empresário do comércio (4%) – os de duráveis registraram -0,6% e os de não-duráveis, -11,1%. Quanto à expectativa do empresário do comércio, os três grupos apresentaram otimismo: semiduráveis (2,8%), duráveis (5,6%) e não-duráveis (1%). Quando o assunto é investimento, a realidade da crise obriga os empreendedores a manterem os pés firmes no chão. Os empresários de semiduráveis recuaram suas intenções em 10,6%, entre fevereiro e março; os de não duráveis cresceu 0,1%; enquanto os empreendedores do segmento de produtos duráveis mantiveram o nível de investimento em relação ao mês anterior.O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Vila Velha, José Carlos Bergamin, acredita que o período de recessão não tem data para acabar, assim como a retomada de confiança por parte dos empresários. “O cenário que vemos é desanimador, mas nós somos os responsáveis por levar o país nas costas. Apesar de os investimentos não serem feitos na mesma proporção de anos atrás, tentamos manter o mínimo para que continuemos a desempenhar nossas atividades”, pondera.

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