Comércio e serviços lideram criação de empregos no ES


Os
setores de comércio e serviços lideraram, mais uma vez, a criação de empregos formais
no Espírito Santo. É o que mostram os dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged) de outubro, divulgados na última semana pelo Ministério
do Trabalho e Previdência.
Os
setores de serviços e comércio tiveram saldo (resultado entre admissões e
demissões) de 2.101 e 1.790 empregos, respectivamente. Já a construção civil criou
94 postos de trabalho. Por outro lado, indústria (-673) e agropecuária (-116)
recuaram, o que influenciou no saldo geral no Estado, que foi de 3.196 postos
formais (confira a tabela a seguir).
De
janeiro a outubro, foram abertos 48.117 postos de trabalho com carteira
assinada no Espírito Santo. A taxa de desemprego, medida pelo IBGE, ficou em
7,3% no estado, a menor desde 2015.
A
proximidade do Natal, melhor período de vendas no comércio, com a Copa do Mundo
de futebol, que se encerra no próximo dia 18, deixou muitos empresários otimistas
para contratar, na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES).
Embora
tenha alcançado um resultado menor (considerado mais como um ajuste, devido ao
significativo saldo entre admissões e demissões em setembro), o décimo mês do
ano foi bastante relevante no Estado para a geração de empregos com carteira
assinada. Historicamente, outubro é menos movimentado, pois trata-se de um
período de transição para o final do ano, com desaceleração da indústria e
início do aquecimento do comércio e serviços. As perspectivas econômicas levam
a um fechamento de ano positivo, com manutenção da geração de empregos, fator
fundamental para a economia.
Resultados por
municípios
Serra
(+864) e Vila Velha (+740) foram as cidades que mais criaram postos de trabalho
formais em outubro, em termos absolutos. Dos 78 municípios capixabas, 60
geraram empregos no mês.
Brasil
Em
todo o Brasil, foram criados 159.454 empregos formais em outubro, com destaques
para os setores de serviços (+91.294) e comércio (+49.356). Em dez meses, 2.320.252
postos de trabalho formais.
Síntese dos resultados*
no Espírito Santo
SETORES | Agosto | Setembro | Outubro | Acumulado | Estoque | ||||
Saldo | Saldo | Admissões | Demissões | Saldo | Jan a out. | Out. | |||
Comércio | +998 | +2.043 | +10.771 | -8.981 | +1.790 | +7.023 | 210.227 | ||
Serviços | +2.446 | +3.170 | +15.165 | -13.064 | +2.101 | +26.212 | 373.109 | ||
Indústria | +1.467 | +973 | +5.872 | -6.545 | -673 | +7.405 | 147.223 | ||
Construção | +598 | +1.770 | +4.357 | -4.263 | +94 | +6.539 | 59.110 | ||
Agropecuária | -1.067 | -95 | +1.181 | -1.297 | -116 | +938 | 32.250 | ||
Total | +4.442 | +7.861 | +37.346 | -34.150 | +3.196 | +48.117 | 821.919 | ||
Fonte: CAGED/MTP. Elaboração: Gerência de Projetos Fecomércio-ES.
*Dados atualizados em novembro.
Histórico dos saldos
líquidos entre admissões e demissões do Espírito Santo (jan/21 a out/22)
Fonte: CAGED/MTP. Elaboração: Gerência de Projetos Fecomércio-ES.
*Dados atualizados em novembro
Taxa de desemprego
De
julho a setembro, a taxa de desemprego no Espírito Santo, medida pelo
percentual de desocupação, recuou para 7,3%, segundo a pesquisa Pnad IBGE, o
que corresponde a 157 mil capixabas sem emprego formal. O dado é
O
resultado ficou 0,7 pontos percentuais (p.p.) abaixo da taxa estimada para o
trimestre anterior e 2,7 p.p. abaixo da registrada para o mesmo trimestre de
2021 (10,0%).
A
taxa brasileira (divulgada mensalmente) caiu para 8,3% no trimestre encerrado
em outubro.
Metodologia
As informações do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Previdência (CAGED-MTP) refletem
números mensais do registro de admissões, dispensas e transferências de
trabalhadores com contrato de trabalho regido pela CLT, que as empresas
declaram mensalmente.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD-IBGE) considera todos os tipos de ocupação, nos mercados formal e
informal, além de empresários e funcionários públicos. Para as unidades da
federação, apresenta dados trimestrais e considera as pessoas com 14 anos ou
mais que não trabalhavam na semana em que a pesquisa foi feita, que tomaram
alguma providência para conseguir trabalho no período de 30 dias e que estavam
disponíveis para assumir.
O tratamento e a análise dos dados do Espírito
Santo são realizados pela Assessoria Econômica da Gerência de Projetos da
Fecomércio-ES.
Por Dayane Freitas










