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Endividamento e inadimplência apresentam alta pela primeira vez no ano

Publicado em 13/07/2021

Após dez meses consecutivos de quedas, o endividamento das famílias de Vitória-ES registrou alta. O indicador passou de 59,0% em maio para 60,8% dos entrevistados afirmando estar endividados em junho (com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal e prestação de carro). Mesmo subindo no mês, o endividamento fechou o primeiro semestre de 2021 com uma média de 61,3%, menor média semestral desde 2014, quando foi de 52,5%.

A inadimplência também cresceu passando de 24,2% em maio para 24,7% em junho, depois de sete meses em queda. Com esse resultado, a média da inadimplência no primeiro semestre de 2021 fechou com um percentual de 26,5%, sendo a menor média semestral desde 2015, quando ficou em 20,4%. Essa é uma importante medida de qualidade do endividamento, mostrando o percentual de famílias que afirmaram que não terão condições de pagar suas dívidas no próximo mês. 

A Fecomércio-ES observou que no ano de 2021 as famílias voltaram a consumir outros produtos além dos essenciais, porém em menores proporções e buscando menor endividamento. Apesar da crise provocada pelo Coronavírus, o nível de endividamento e inadimplência das famílias de Vitória não apresentou grande deterioração em 2020 e observou-se que no primeiro semestre de 2021 os indicadores continuaram controlados comparados ao que aconteceu em 2018, por exemplo. Em 2021, acredita que essa dinâmica seja provocada por menores gastos, pois não estão consumindo tanto como gostariam, e retorno gradual do mercado de trabalho.

Resultados Junho

Endividamento. O endividamento das famílias de Vitória apresentou alta na passagem do mês de maio para junho de 2021, ficando em 60,8% (1,8 pontos percentuais maior), o que corresponde a pouco mais de 80 mil famílias da capital. Em relação a 2020 o endividamento ficou 16,7 p.p. menor.

Inadimplência. A inadimplência também cresceu ficando em 24,7%, sendo 0,5 p.p. maior frente ao mês anterior e corresponde a quase 33 mil famílias com pelo menos uma conta ou dívida em atraso. Frente ao ano passado, a inadimplência ficou 11,4 p.p. menor. Já aqueles cuja expectativa é que não tenham condições de pagar as dívidas no próximo mês ficou em 10,4%. 

Tipos de dívidas. O cartão de crédito continua figurando como o principal tipo de dívida, sendo apontado por 85,2% das famílias endividadas. A categoria “outros” é o segundo tipo mais representativo (26,0%), com peso maior do financiamento de carro e casa.

Comprometimento da renda. Entre os endividados, a parcela de comprometimento da renda mensal com dívidas ficou, em média, em 29,1% e com a renda comprometida pelos próximos 7 meses. Já os inadimplentes afirmaram que o pagamento está atrasado, em média, há 57 dias. 

Análise por Renda Familiar

O nível de endividamento em junho ficou equilibrado entre as faixas de renda e a inadimplência um pouco mais concentrada nas famílias de renda mais baixa (renda familiar até 10 salários mínimos). Para esse grupo o nível de endividamento ficou em 60,1% e o de inadimplência em 25,8%. Já para o grupo com renda familiar acima de 10 s.m., o endividamento ficou em 65,0% e a inadimplência em 16,5%. 

Brasil

O número de endividados no País em junho ficou em 69,7%, representando uma alta de 1,7 pontos percentuais na comparação com o mês anterior e de um aumento de 2,5 pontos percentuais frente ao ano passado. O percentual de inadimplentes foi para 25,1% e daqueles que afirmaram que não terão condições de pagar suas dívidas no próximo mês ficou em 10,8%.

Nota Técnica

Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) são coletados em âmbito nacional pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e disponibilizados às federações para a elaboração das análises de seus estados. A pesquisa é realizada com uma amostra de, no mínimo, 500 famílias residentes no município de Vitória – ES. A análise dos dados de Vitória-ES é realizada pela Assessoria Econômica da Fecomércio-ES. 


Endividamento e inadimplência apresentam alta pela primeira vez no ano

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